sexta-feira, 17 de setembro de 2010


TAKEO SAWADA, aquarelas

de 08 de setembro à 08 de outubro de 2010


A mostra TAKEO SAWADA, AQUARELAS é composta por 40 aquarelas realizadas pelo artista entre 1962 e 1998 retratando a cidade de Pres. Prudente e lugares onde o artista esteve. Suas aquarelas são paisagens vivas e pulsantes. Reproduzidas com cores vibrantes e pinceladas soltas nos transmitem sua enorme alegria de viver. Diante delas nossos olhos viajam, a alma vibra e o coração se alegra. Suas aquarelas são únicas e nelas percebemos a característica marcante do artista: o uso do branco como massa pictórica.

chapéu de couro, aquarela, 1988

 
catedral, aquarela, 1963



sitio, aquarela, 1967/1969



sem título, aquarela, 1987



vila marcondes, aquarela, sem data



paineira, aquarela, 1992

takeo sawada

SOBRE O ARTISTA:

            Takeo Sawada nasceu em 10 de junho de 1917, na província de Ibaraki no Japão. Ainda criança, após a morte de sua mãe ficara imensamente triste. Seu pai então lhe comprou material de pintura na esperança de acalmar seu coração. Mas a casa da família para ele já não era mais a mesma, não tinha a mesma alegria, estava faltando um pedaço e não seria mais possível viver ali. Assim resolveu vir para o Brasil.
            Em 1933, aos 16 anos de idade, chegou ao Brasil na condição de imigrante acompanhado de seu tio Toshiro Sawada, na época, comerciante na cidade de Rancharia, São Paulo.
            Chegando ao Brasil foi trabalhar nas lavouras de Sadame Oyama, amigo de seu tio, em Lagoa Seca, no Município de Rancharia onde, dedicou-se mais tarde a plantação de algodão como arrendatário.
            Com toda sua sensibilidade o que mais lhe chamou a atenção ao chegar ao Brasil foi um magnífico Flamboyant que o deixou maravilhado e do qual nunca se esqueceu e imortalizou em um belíssimo haikai.

“Na infindável viagem, floresce vermelho o Flamboyant”


Seis anos após sua chegada casou-se com a japonesa Tiyo, filha de um amigo de seu pai, com quem teve cinco filhos.
            Nos anos 50 foi sitiante em Guarujá no Município de Pirapozinho, próximo ao Rio Paranapanema, desenvolvendo ali a cultura do algodão com a colaboração de meeiros. Nesta época liderou a campanha para a construção de uma escola, a primeira construída no Bairro do Guarujá.
            Nos anos 60 mudou-se para a cidade de Presidente Prudente, onde dedicou-se ao ensino da Língua Japonesa até os anos 70.
            Em 1973 fundou na ACAE o “Curso de Pintura Infantil” se dedicando a ensinar Arte para as crianças até o ano 2000. Seus alunos foram premiados em muitas Bienais Internacionais no Japão onde concorriam com crianças do mundo todo. Entre 1976 e 1977 uma de suas alunas, Natalia Ferruzi Martucci, recebeu o principal e mais importante prêmio, o “Foreing Minister’s Award”,da Bienal.  Mas neste curso Sawada-Sensei não ensinava só Arte para as crianças, ensinava-os a verem o mundo de uma maneira diferente “com o coração grande” como dizia, ensinava-os a criarem, a usarem a imaginação, a não terem medo do papel. Hoje temos a certeza que é preciso ter o coração muito grande para podermos viver melhor, felizes, sem preconceitos e medos.
            Desde criança dedicou-se à Arte. Ainda no Japão participou de duas exposições uma em 1929 e outra em 1931. Na primeira, Exposição Nacional de Pintura Infantil, a qual foi visitada pelo Imperador Hiroito, recebeu com apenas 12 anos de idade o “Prêmio Imperial” do Governador da Província.
            A partir de 1971 participou de salões e exposições em todo o Brasil tendo recebido vários prêmios, e em 2004 recebeu, in memorian, por seus poemas o prêmio ”6th HOSHI TO MORI INTERNATIONAL TANKA CONTEST” no Japão.
            A última homenagem , in memorian, prestada ao artista foi em São Paulo, em agosto de 2008 na ocasião da comemoração dos Cem Anos da Imigração Japonesa no Brasil, quando recebeu o Diploma de Honra ao Mérito Kasato Maru, pelos relevantes serviços prestados à causa da imigração japonesa.
Takeo Sawada faleceu no dia 18 de maio de 2004, vítima de um acidente de carro.


Apoio cultural:
ARTGESSO SÃO FRANCISCO  .  GASP – GRUPO DE AMIGOS DO SPART CULTURAL  .  ITC - INST. DE TRATAMENTO DE CÁLCULO  .   JORNAL O IMPARCIAL   .   LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS MARLENE SPIR .  MERCEFERRO   .  ROBERTO CERVELLINI LTDA 


quinta-feira, 12 de novembro de 2009



mostra anual dos alunos do CAE - Curso de arte experiemental -
do spart cultural
sob a coordenação da arte-educadora: Carmo Malacrida

clique aqui para ver e ter informações sobre a mostra

quarta-feira, 29 de abril de 2009

vídeo-instalação

a (o)

Carmo Malacrida e Fábio Nagate














video
a(o) 2min 39seg


Período: de 02 de maio a 30 de junho de 2009, entrada gratuita
Horário: terça a sexta-feira das 13h30 as 18h00, sábado das 11h00 as 18h00.
Endereço: Rua Dona Militânia, 359 – Vl. Sta Helena – Presidente Prudente, SP
Telefone: (18) 3223-4599
E-mail:
spartpp@terra.com.br

A vídeo-instalação tem como contexto a preocupação dos artistas em relação ao preconceito entre a cor rosa e azul, as brincadeiras e brinquedos e as atitudes que meninas ou meninos "deveriam" ter que era bem comum no passado e que é assustador ver ainda em nossos dias.


Texto crítico sobre a vídeo-instalação

A viagem das sexualidades disparatadas

“Quando nascemos, parece que estamos começando a trilhar um caminho de uma longa viagem. A distância não é espacial, mas cultural, naquela que se representa como diferença. Pois cada um de nós tem os seus próprios percursos, suas trajetórias, seus atalhos, suas fronteiras. A declaração inicial "É um menino!" ou "É uma menina!" instaura o processo no qual, supostamente, devemos seguir um determinado rumo ou direção. Quando nomeiam nossos corpinhos como feminino ou masculino, a sociedade induz a uma única forma de desejo e ficamos "presos" a essa determinação. Então, parece que não temos outra possibilidade senão seguirmos a ordem prevista: meninas são rosas, meninos são azuis. Meninas brincam de bonecas, meninos com bola. Meninas são recatadas, meninos são travessos e assim vamos sendo marcados culturalmente num processo de masculinização ou de feminização com o qual ficamos comprometidos à vida todinha. Mas perái....e se formos contra essas normatizações?? Se desobedecermos a essa sequência e subvertê-la?? Ah sim... porque felizmente nessa mesma sociedade há aqueles e aquelas que transgridem os arranjos, saem da rota da viagem estabelecida e arriscam-se por caminhos não traçados. Quando adultos vivem, perigosamente seus jeitos e trejeitos, amam desavisadamente. Pois não é que a norma, a ordem e a pedagogia da correção os tornam alvos preferenciais para recuperá-los, para puní-los ou mesmo excluí-los?? Nosso trabalho de Arte e Gênero nesse momento, então, também se mostra como um desafio pedagógico: queremos instigá-lo a sair da "rota fixada" do que homens e mulheres podem fazer com seus desejos, fixados por roupas, gestos e jeito de serem. É nesse sentido nossa intenção de arriscarmos por caminhos não traçados, pois o que importa não é o fim da viagem estabelecida, mas o movimento que fazemos, os atalhos que escolhemos, ou seja, a viagem em si, por si e para si.”
Arilda Ines Miranda Ribeiro. 27 Abril 2008
baseado em Jorge Larossa, Judith Buttler e Guacira Louro, conceitos da Teoria Queer.


é composta por:

· um site specific ¹ - realizado por Fábio Nagate que trabalha com a idéia sobre o preconceito e as atitudes impostas entre meninos e meninas o artista insere seus personagens, brincando através das cores e manipulando questões como a mistura de personagens masculinos e femininos em um só corpo. Evidenciando que todos somos um só, e que meninos e meninas podem se aventurar sim através das cores.

· Sete objetos-arte² – montados em potes plásticos com objetos do suposto “mundo feminino infantil” pendurados. Seis destes potes contem “coisinhas de meninas” e são denominados “só para meninas”, um dos potes contem “coisinhas de meninos” e é denominado “só para meninas livres de preconceito”. Os objetos abordam também as atitudes impostas entre meninos e meninas desde que nascem.

· Um videoarte³ - realizado e editado por Carmo Malacrida – As imagens do vídeo são de trabalhos da artista que tem como contexto o tema da vídeo-instalação e o áudio é uma enquête feita com nove alunos (idades entre 7 e 12 anos) do curso de arte experimental do spart cultural.

¹ Trabalho realizado para um determinado local, feito diretamente sobre a parede, que não existirá mais depois do termino da mostra.

² Objeto construído com produtos industrializados utilizados fora de seu contexto para a construção de um novo objeto.

³ A difusão do vídeo no final da década de 60 incentiva o uso não-comercial do meio por artistas do mundo todo. A introdução do vídeo nesse universo traz novos elementos para o debate sobre o fazer artístico. As imagens projetadas ampliam as possibilidades de pensar a representação, além de transformarem as relações da obra de arte com o espaço físico. Uma nova forma de olhar está implicada nesse processo, distante da ilusão projetada pela tela cinematográfica e da observação da obra tal como costuma ocorrer numa exposição de arte. O campo de visão do espectador é alargado, transitando das imagens em movimento do vídeo ao espaço envolvente da exposição.

O espaço expositivo do spart cultural TEM O APOIO CULTURAL DE:

ARTGESSO SÃO FRANCISCO . ARUÁ HOTEL . ITC - INST. DE TRATAMENTO DE CÁLCULO . JORNAL O IMPARCIAL . LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS MARLENE SPIR . MERCEFERRO . ROBERTO CERVELLINI LTDA .
E GASP – Grupo de amigos do spart

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ALBERTO DE BIASE


19 de dezembro de 2008 a 19 de janeiro de 2009
terça a sexta: 13h00 as 18h00
sabado: 11h30 as 18h30


Pracinha do Bairro 2


Casa e Bar


Barraca de Frutas


Esquina do Bairro

A exposição é composta por 16 trabalhos ineditos realizados no ano de 2008 nas técnicas aquarela sobre papel e técnica mista ( aquarela e pastel) sobre papel.


sobre o artista:


Alberto De Biase nasceu em Buenos Aires, Distrito Federal, Argentina em 19 de abril de 1945. Formou-se arquiteto na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nacional de Buenos Aires, Argentina. Reside há 32 anos no Brasil com sua esposa Olga e sua filha Carina. Gosta do conhecimento em geral e expressa-se com técnicas artesanais, encadernação, por exemplo, até técnicas das artes visuais, aquarela, guache, acrílica e óleo. Levado por sua percepção do cotidiano e sua necessidade de fixá-lo retomou a pintura da qual esta mostra é expressão.


sobre a mostra:

O olhar portenho de um artista brasileiro: as paisagens de Alberto De Biase


Para explicar o olhar deste artista, aparentemente estrangeiro, é preciso recorrer a um cenário dos contos de Jorge Luis Borges e transportá-lo para o bairro Ana Jacinta de Presidente Prudente: um banco na praça.
A praça, no fim da tarde com o sol caindo no horizonte, no limite da cidade e princípio do campo, temos nesse banco, de um lado, sentado com sua bengala companheira, Alberto De Biase, morador da rua Jasson Duarte D’ Arce, 95, Ana Jacinta- Presidente Prudente, brasileiro, experiente arquiteto com formação argentina e vivência brasileira, com seus 63 anos. Do outro, outro, Alberto De Biase, residente a rua General Lorenzo Vintter, 810, Caballito, outro país, a Argentina dos tempos de Perón, de muita esperança e com menos de 20 anos.
O silêncio dos dois se olhando produz um vazio dos vários tempos vividos. Desse dialogo mental, traços e pinceladas retratam uma paisagem de seu cotidiano atual. Sua morada num bairro tranqüilo, de tempo lento, que possibilita refletir o mundo: o hoje com o olhar de ontem ou o ontem com olhar de hoje.
Se seu traço ou pincelada é sutil, sua expressão é intensa. A cor tênue de Buenos Aires ganha força com a luz forte e brilhante de Presidente Prudente. A composição permanece clássica, mas transcende a simples representação, possui o registro de inúmeros imaginários possíveis para cada observador atento.
O processo de produção de sua obra passa primeiro por uma reflexão em sua mente, que sua formação de arquiteto impõe, como também, dos intensos diálogos dos Albertos sentados no banco dessa praça. Nesse sofrido processo criativo, lentamente, o desenho surge. Esses primeiros esboços são cuidadosamente observados e analisados. Esquecido temporariamente, eles, com certeza permanecem inquietos em sua alma. Enquanto isso, De Biase ocupa-se de outros afazeres e da vivência e sonhos com sua mulher, sua filha e com seus amigos. Até que, seu pensamento retoma o desenho para dar-lhe a conformação final desse imaginário, com pequenas transgressões, ainda que tímidas, registra além da sua percepção distante do objeto a ser retratado, um olhar estrangeiro, participante do cotidiano da cidade em que mora.
Da reunião dessas representações visuais, esta exposição traz 16 aquarelas/ pastéis de Paisagens de Presidente Prudente. É sua primeira mostra nesta cidade, entretanto, já comparece um artista amadurecido com seu imaginário em um banco num lugar, que o acaso o deixou num bairro periférico numa cidade média do interior de São Paulo, em busca de um tempo para viver. E com certeza esses momentos fazem valer sua existência.
Presidente Prudente, fim de agosto de 2008.
Hélio Hirao, arquiteto

Patrocínio:
AUDI PROPAGANDA

Apoio cultural:


ARTGESSO SÃO FRANCISCO . GASP, grupo dos amigos do spart. ITC, INST. DE TRATAMENTO DE CÁLCULO . JC MOLDURAS . JORNAL O IMPARCIAL - LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS MARLENE SPIR . MERCEFERRO . REGINA FESTAS . ROBERTO CERVELLINI LTDA . VITAPELLI LTDA . SECRETARIA DE CULTURA E TURISMO, PREFEITURA MUNICIPAL DE PRESIDENTE PRUDENTE.